A figura do pai sempre teve atribuições culturais que, não necessariamente, correspondem à natureza do masculino.
Há projeções de que os pais sejam heróis, imbatíveis, provedores e afortunados.
A figura do masculino é frequentemente associada à virilidade, à autoridade, à imposição dos limites. Na base, o pai é simplesmente aquele que apresenta ao filho, o mundo e todas as possibilidades, e que tem capacidade de compartilhar as ferramentas necessárias para que a prole tenha condições de sobrevivência, mesmo em situações adversas.
Não por acaso, na maioria das vezes, enquanto a mãe carrega o filho voltado para o peito, o pai o faz de frente ao Universo.
Para além do desafio de desbravar o mundo, o pai é o sujeito que se coloca como o protetor da família.
Esteja ele perto ou longe; tenha o filho conhecido, convivido ou não com ele, o pai se faz presente no filho.
Essa é a marca impressa que determina a forma como olhamos para fora. Ela vem da ancestralidade, merece um olhar sem qualquer julgamento, com respeito e honra, apesar das distintas circunstâncias.
Tomar o pai assim como ele se mostra ou se mostrou, e se olhar no espelho e ver o pai em você é poder seguir adiante.



