O amor ensina,
com espelhos quebrados
em gestos e palavras tortas.
Nos conflitos, nos desencontros,
nas projeções que fazemos inconscientemente,
percebemos quem somos,
quem não gostaríamos de ser,
e quem ainda podemos vir a ser.
É uma dança,
às vezes leve, com passos sincrônicos,
às vezes dura,
quando cada um escuta um ritmo diferente e, pisa no pé do outro.
Relações são experiências,
onde o acontecem os aprendizados mais honestos.
Para dançar com o outro,
é preciso estar livre,
e também deixar o outro ser livre.
Soltar o controle,
soltar a expectativa
e sentir o ritmo
entre dois corpos que escutam
mais do que impõem.
Porque estar juntos, é encontrar um ritmo comum
sem perder o próprio passo.



