A Constelação Familiar não é apenas uma técnica ou um método; é um campo de possibilidades. Não é uma caixa fechada com conteúdos rígidos; quando o campo se abre, ele revela exatamente o que você precisa e pode suportar no momento. O inconsciente possui uma sabedoria infinita, oferecendo nem mais, nem menos do que o necessário. Como um grande quebra-cabeças, as peças vão surgindo e se encaixando ao longo da existência.
Quando alguém exclama, “Achei que já tivesse resolvido isso! Ainda estou lidando com isso?” Não! Você simplesmente encontrou a peça que faltava naquele canto esquecido. Talvez ainda existam outras, invisíveis a olhos nus. A Constelação Familiar é fenomenológica. A vida é feita de experiências, e acredito que estamos aqui para vivê-las. São elas que nos colocam na verdadeira compreensão das coisas. A vida não é cartesiana; a vida é empírica.
A Constelação Familiar nos permite incluir não apenas os outros que habitam fora de nós, mas também aqueles que habitam dentro de nós e que temos dificuldade de encarar. Ao incluir esses seres internos, trazemos à tona um potencial de ternura, reconectando-nos com a saúde e a vida.
Estamos todos inseridos em sistemas: o país onde moramos, o trânsito, o local de trabalho e, acima de tudo, a família, nosso grande sistema. Em qualquer sistema, ninguém quer ser excluído. O mais importante para o sistema é manter a ordem. Ele se reorganiza, e emaranhamentos surgem para mostrar que algo está fora do lugar. Conflitos familiares, sintomas físicos, emocionais, desafios profissionais e relacionamentos são emaranhamentos invisíveis buscando a ordem.
A Constelação Sistêmica Familiar nos permite ver o que estava invisível e desconhecido. Através dela, podemos incluir o que foi excluído e abrir novas possibilidades de vida.



